SEGURANÇA DO VOTO NAS ELEIÇÕES 2022 - DÁ PARA HACKEAR URNA ELETRÔNICA? VEJA AGORA O RESULTADO DESSE TESTE!

Com o início do período eleitoral estamos diante de muita pressão de políticos sobre a segurança das informações nas urnas eletrônicas, se é possível haver manipulação dos resultados, ataques de hackers e outros tipos de violações. Mas para que haja mais confiança do eleitor, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu relatórios que atestam sobre a segurança do novo modelo de urna eletrônica, que foram testados e analisados por técnicos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).


Durante três meses, as instituições analisaram os códigos-fonte das urnas eletrônicas de maneira individual no campus de cada universidade, até chegar à conclusão de que não chances de haver fraudes.

Os testes realizados pelas faculdades se assemelham aos que foram feitos por militares indicados pelo Ministério da Defesa e aos realizados também nesta semana pela Polícia Federal (PF), estes feitos nas dependências do TSE. A diferença, porém, foi o tempo de análise. Pois os órgãos que compõem a estrutura do governo tiveram apenas cerca de duas semanas para verificar os códigos-fontes, enquanto as universidades se debruçaram sobre toda a tecnologia das urnas, incluindo os sistemas operacionais, durante meses.

Porém mesmo que não se tenha problemas graves, que dariam margem para fraudes, os técnicos fizeram recomendações de melhorias para serem adotadas nas próximas eleições. As instituições reforçam o argumento que as sugestões não geram qualquer prejuízo ao resultado da disputa deste ano. Um dos exemplos de melhorias dado pela UFPE é que recomenda-se que o TSE padronize os códigos-fonte e os testes manuais, "tornando-os mais objetivos, claros e autoexplicativos". "Nenhum dos estudos desenvolvidos identificou problemas que comprometam o funcionamento do software analisado ou que demandem correções e alterações na versão do software prevista para uso no ciclo eleitoral corrente", informou a UFPE em seu relatório, entregue nesta quinta-feira, 25. "Apesar de não haver necessidade de alterações urgentes, as sugestões apresentadas neste documento e nas apresentações realizadas visam melhoria na qualidade do código, das aplicações e de seus referidos testes manuais e automatizados".

A Unicamp também concluiu que não tem "código malicioso" na urna que prejudique a realização do teste público de integridade (TPI) sem identificação biométrica. A universidade focou nesse tipo de testagem, que é realizada no dia das eleições. O ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, já havia defendido em apresentação no Senado, em julho, a possibilidade de serem instalados códigos que pudessem burlar o TPI e chegou a recomendar a realização dos testes com eleitores. Servidores do TSE apontam riscos de tumulto no dia da votação, caso essa proposta seja aplicada. A Universidade também recomendou que o TSE faça modificações no aplicativo Boletim na Mão, que permite aos eleitores coletarem o resultado das urnas nas seções eleitorais. Segundo a universidade, o QRcode fornecido pela Corte não oferece ao eleitor todas as informações que seriam úteis para conferir a apuração, como o partido do candidato. Outro ponto criticado foi a necessidade de os eleitores precisarem se conectar ao TSE para ter acesso ao aplicativo. "Considerando que estamos em um momento de grandes discussões sobre a confiabilidade da urna e dos resultados por ela apurados, parece-nos recomendável que o aplicativo que lê e mostra os resultados boletim de urna não tenham nenhuma necessidade de fazer conexão com o TSE para poder mostrar os resultados", descreveu a Unicamp em seu relatório. A conclusão da Unicamp é que, apesar do pouco tempo para análise, "nada foi encontrado que possa colocar em dúvida a integridade e confiabilidade do código-fonte da urna eletrônica".

Por fim, o Laboratório de Arquitetura e Redes de Computadores (Larc) da USP analisou as especificidades da nova urna durante o Teste Público de Segurança (TPS) e concluiu que o novo modelo preserva todas as proteções existentes nas versões anteriores, garantindo barreiras de resistência a tentativas de invasão e a análise da USP sobre a nova urna só foi possível porque o TSE acatou uma das sugestões das Forças Armadas: a de realizar o TPS também no modelo 2020 dos equipamentos de votação. Segundo os técnicos do Larc, o software da urna é maduro do ponto de vista de segurança e aplica as técnicas de criptografia e assinatura digital de maneira correta.

Para ver na integra as informações sobre os testes, basta acessar o site do TSE.

Essa foi uma notícia recente que vai te dar mais confiança referente ao sistema de votação do Brasil, após esses testes há uma sensação de que o processo eleitoral mais seguro e transparente, apesar do código fonte não está disponibilizado para o público em geral. E você, acredita na segurança das urnas eletrônicas? Deixe seu comentário abaixo.

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